Feliz dia das mães!
Faça parte do nosso diário de bordo referente à comunicação, às possibilidades da língua, e à percepção de que as línguas são vivas e dinâmicas: estão aí para serem usadas a nosso bel prazer! Fica o convite para navegarem, interagirem, criticarem e contribuírem na direção desta viagem extrovertida pelo mundo da língua portuguesa (e brasileira)! Sejam bem vindos, e, antes de entrar "neste recinto", libertem-se de seus medos e preconceitos, e divirtam-se junto com a gente!
12 de mai. de 2020
3 de mai. de 2020
24 de abr. de 2020
Assim como poetizou Drummond quanto ao nascimento de uma flor no asfalto cinzento... Que possamos permitir que, de nossas entranhas, sejam eliminadas a toxidade do nosso ser e tudo que não mais fizer sentido e que, de nós, brote “o novo”, “o desconhecido”, “a busca” e “o ânimo”, para sairmos do lugar comum em que estávamos e ocuparmos os espaços vazios e obscuros abertos pela raça humana.
“Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
Ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
Garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe. (...) É feia. Mas é realmente uma flor.”
A Flor e a Náusea 🌹
22 de abr. de 2020
Dia Mundial da Terra
Imagem: App Moment Cam
O cântico da Terra
Por Cora Coralina
“Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.
Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranqüila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.
Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.
A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.
E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.
Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.”
20 de abr. de 2020
Ecos de uma metropolitANA
Por Ana Kelly Brustolin
Distante do improdutivo e turbulento mundo
Ana vai para a rua, e escreve! No aconchegante
encontro com a natureza, no silenciar interno e soar do sossego profundo,
Caminha, e pensa, e contempla, e expira, e ama!
O contraste entre o verde das plantas e azul do céu
Causa, ainda, arrepio à espécie urbana quando está ao léu
Ana sente, inspira e emana
A gratidão e alegria nata da alma humana!
Causa, ainda, arrepio à espécie urbana quando está ao léu
Ana sente, inspira e emana
A gratidão e alegria nata da alma humana!
Olha a paisagem-pintura! Anda tão cheia
De tanto desamor, que su’alma se consome
Na lentura oferecida pelo universo…
De tanto desamor, que su’alma se consome
Na lentura oferecida pelo universo…
Permite-se ouvir tudo, cada som que ali permeia:
E, atualmente, cansada desta síndrome,
Quase a revela no final deste verso para que você a leia.
E, atualmente, cansada desta síndrome,
Quase a revela no final deste verso para que você a leia.
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